Hoje a saudade que me constrói, me despe da minha própria natureza humana...cheia dos egos, dos individualismos, de mim. Hoje a saudade que sinto, que me preenche do vazio, da ausência, que me arremessa em um doloroso vácuo que tua presença, imperceptível, me causa quando se abstém de mim. Hoje pela saudade que sacrifica, me anestesia, sinto-me no direito de provocar a estranheza, de ignorar a sutileza, de permitir-me ser indiscreta, de declarar-me e declarar-te, gritar-me baixo, sussurrar-te e desequilibrar-te...amo-te tanto.
Perdida estou em ti, alguém me encontre, pois aqui, em mim, bem aqui, há apenas tudo de ti, ocupando todos os espaços.
Elza Reichert, 16/03/2012....22h18
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